domingo, 16 de novembro de 2014

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O IMPACTO DA ALTA DO DÓLAR NOS PROGRAMAS DE FIDELIDADE

Resolvi escrever isso num dia de domingo, onde existe pouco coisa a ser feita. Infelizmente não temos nenhuma novidade boa no caminho, então decidi colocar um texto que considero importante neste cenário atual e futuro. Para esta análise, estou me referindo apenas aos Programas dos diferentes cartões de crédito. Como muitos de vocês sabem a economia do Brasil não está boa, muito pelo contrário, está a beira do abismo, isso é um fato, e esse texto de forma algum tem algum tom político. Acontece que com a economia nesse patamar de estagflação, com um futuro incerto, e provável cenário de piora, afugenta os grandes investidores do Brasil, bem como inibe os empreendedores locais, e isso tem um impacto instantâneo que é justamente a fuga de capital, onde aqueles então decide colocar seu dinheiro em um local mais seguro, e como o dólar é a moeda de troca internacional, por mais que o capital saia daqui e vá para vários destinos no mundo, o Real deverá ser trocado por dólar primeiro, com isso desvalorizando o Real frente ao dólar, e consequentemente pressionando a alta da moeda americana. 

Atualmente, a grande maioria dos Programas de Fidelidade de Cartões de Crédito são dolarizados, ou seja, baseados no dólar americano como referência, o que você pode perceber claramente ao consultar o seu extrato de pontos, ou consultar o regulamento do seu cartão. Você nunca irá ler "pontos por real gasto", e sim "pontos por dólar gasto". Isso tudo diminui muito nossa capacidade de recompensa. Vejamos um exemplo com o dólar a 1,80 e outro com o dólar atual de 2,60, considerando um cartão que dê 1 ponto para 1 dólar gasto:

Para 2.600 Reais de gasto, teremos 1.000 pontos hoje contra 1.444 pontos de ontem, ou seja uma perda de quase 45% do valor, que é a mesma proporção do aumento do dólar. Porém os valores das recompensas continuam as mesmas ou aumentam ainda mais. Neste Cenário NÃO é recomendável inclusive adquirir as ferramentas pagas para aumentar seus pontos, como o caso dos aceleradores de pontos pagos oferecidos por alguns bancos, pois a dobra irá acontecer dos seus pontos reduzidos, e você pagará um valor maior em cima disso, fruto da alta do dólar.

Tudo isso foi dito para nós chegarmos a uma conclusão: Existe alguma forma de antídoto para isso? E a resposta é desanimadora, infelizmente não! Esse é um fator que foge ao nosso controle. O que poderia haver seria uma pressão da sociedade perante os legisladores para que os mesmos regulem que todos os programas de fidelidade no Brasil passem a ser baseados no REAL, e não mais no dólar, todavia a parcela da sociedade que utiliza esse artifício para ganhar algo de volta com seus gastos é muito pequena, e dificilmente irá fazer algum barulho em Brasília, mas também podemos fazer barulho quando nos for ofertado um cartão de crédito, pressionando o Banco para oferecer o programa de recompensas em REAIS. Sabemos que isso é difícil de acontecer, mas quanto mais gente o fizer, pode haver um Banco que saia na frente e inove com algo assim para atrair consumidores e ficar bem na concorrência. Dito isso, a nossa maior esperança é que o dólar caia com a valorização do Real, o que realisticamente vem se comprovando mais difícil com o passar do tempo. Lição da história: CANCELE SEUS ACELERADORES PAGOS. NÃO COMPRE MAIS PONTOS POR DÓLAR. E SE INDAGADO O MOTIVO DIGA QUE É EM FUNÇÃO DA ALTA ELEVADA DA MOEDA AMERICANA. BOA VIAGEM!

*Charge do cartunista Cícero.

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